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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Esfoliação com açúcar dá certo? Bubblegum caseiro?

Hoje fiz um spa day em casa (mentira nada demais, só tirei o dia pra fazer aquelas coisas básicas) e resolvi fazer uma esfoliação com açúcar no rosto e nos lábios. Tudo começou porque eu tava louca pra comprar aquele balm esfoliante da Lush, o Bubblegum, mas eu não tinha certeza se era um bom investimento (o potinho com 25g custa R$48,10 no site oficial da marca) então fui ver vários reviews no youtube e descobri que a composição dele é basicamente açúcar e óleo de jojoba. Bom, muito e muito açúcar mesmo.
Os produtos da Lush são naturais e não contém conservantes, então faz sentido que o esfoliante seja feito basicamente desses dois produtos. Nos vídeos que vi, algumas meninas falavam que dava pra fazer a mesma esfoliação nos lábios em casa com um bom balm (ou óleo) e açúcar refinado, então eu resolvi testar...

Pra ajudar, hoje eu acordei com a boca toda rachadinha, então achei que o resultado seria mais visível ainda... E foi! Fiquei impressionada, depois de esfoliar as pelinhas todas soltaram facilmente e sem deixar machucados, além de a minha boca estar MUITO hidratada. Contei como fiz tudinho lá no meu snap (que é mascaquetti, me segue lá) mas vou mostrar mais ou menos o que usei aqui também!


Primeiro apliquei uma boa camada do meu Bene Balm da Benefit, deixando propositalmente um excesso de produto. Depois apliquei com os dedos um pouco de açúcar, automaticamente o açúcar começa a se misturar com o produto (o que é muito engraçado porque parece realmente o bubblegum) até criar uma camadinha um pouco grossa - apliquei o açúcar apenas duas vezes nos mesmo lugares, e ai fiz movimentos circulares com as pontas dos dedos. É muito mágico, na mesma hora as pelinhas começam a descascar e soltar bem fácil do lábio, só não pode pesar muito a mão. Depois enxaguei com água e pronto.
Vale lembrar que você pode usar qualquer balm, hidratante labial ou até uma manteiga de cacau dessas de farmácia para fazer. Esfolie com cuidado e nunca use açúcar cristal!

Depois resolvi usar o restinho do açúcar para fazer um esfoliante para o rosto e também deu super certo! Já tinha ouvido falar de algumas receitas com mel e limão com açúcar para esfoliar a pele mas como a ideia era fazer no rosto achei que era melhor não arriscar e fiz com hidratante mesmo.
Misturei meu hidratante de ameixa da linha Nativa Spa do Boticário a olho com o açúcar até ficar homogêneo, ai apliquei em todo o rosto e fiz movimentos circulares mais uma vez com as pontas dos dedos. É importante fazer com cuidado e sem pesar mesmo, porque os cristaizinhos de açúcar podem machucar se você fizer com força.
Gostei muito do resultado, enxaguei com água e automaticamente minha pele estava muito mais lisa e hidratada. Tinha alguns cravinhos pequenos na região do nariz que saíram facilmente e já fazem algumas horas que fiz e minha pele continua bem macia.


| BeneBalm da Benefit R$90,00 na Sephora e Hidratante Nativa Spa R$49,99 no O Boticário

Li em alguns sites que é melhor ainda se você fizer com açúcar mascavo porque ele agride menos a pele. Além disso não é recomendado fazer a esfoliação em áreas com acne e por ter ácido glicólico (que é ótimo para a pele e ajuda a combater o envelhecimento) na sua composição, ele pode causar irritações em peles muito sensíveis, então é sempre bom consultar um dermatologista antes de fazer qualquer coisa em casa.
Me contem aqui nos comentários se fizerem ou já fizeram e o que vocês acharam!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Eu ainda estou aqui.


Os últimos dias tem sido de uma bagunça e arrumação dentro de mim. Acho engraçado que senti praticamente todos os sentimentos possíveis que poderia sentir em questão de alguns poucos dias que passaram como se fossem apenas dois, ou três. Vocês também estão sentindo essa divisão de dias sendo rompida? Eu sei, pode ser porque eu estava muito mais focada dentro que fora.

Comentei hoje com a minha mãe que acho que pela primeira vez em anos me permiti ser egoísta. Foquei no que senti sem pedir desculpas de coração por algo que era ou não a minha culpa. Eu levo a vida da forma mais fácil, é real, tomando a culpa de todas as situações que me deixam mal com os outros sejam elas minha culpa ou não.

Dormi fora de hora, voltei a ver as séries que assistia a alguns anos atrás, passei a tarde jogada no sofá, comi potes de confete e permaneço ouvindo a mesma música sem parar fazem uns 8 dias. E cada vez que eu a ouço é um sentimento diferente, é como se ela tivesse passando por esse momento comigo e me mostrando como a cada dia eu fui amadurecendo cada um desses sentimentos que ando sentindo.
No primeiro dia eu chorei. No segundo também, no terceiro um pouco mais, no quarto um pouco menos. E ai eu comecei a cantar alto, em bom som, no tom em que provavelmente o condomínio inteiro a ouviu sair da minha boca. E depois eu sorri.
Fui inconscientemente tentando resgatar cada uma das coisas que faziam sentido pra mim. É verdade que nos últimos meses ando numa bagunça sem fim que não afeta só cada metro quadrado do meu quarto ou os meus horários de trabalho mas também a minha cabeça e algo que vive ali do lado esquerdo do peito.

Sentei encostada na parede e cantei como fazia antigamente, nas aulas de coral que faziam a minha semana mais especial, e só agora, escrevendo isso, percebi que elas também eram as quartas a noite.
Escrevi o que estava sentindo sem nenhum filtro, desenhei um universo e pensei seriamente se não era hora de começar uma vida nova, fiquei analisando o que realmente me prende aqui. Minhas coisas, minha família, meus amigos, os lugares em que gosto de ir, minha facilidade em me encontrar nessa cidade, ver as janelas na altura das pontes do anhangabaú, amanhecer subindo a augusta, comer pizza enquanto meus amigos cantam djavan na roosevelt, ficar acordada de madrugada escrevendo nesse blog enquanto olho a sala que minha mãe ama e a parede de tijolos que sempre me lembra que é igualzinha a da casa do du.
Mas foi ai que percebi que isso tudo sou eu. Que por mais que eu queira fugir de uma situação complicada e que talvez tenha até me mostrado que não sou mais a mesma que já fui, sou eu. Antes, agora e depois.

Todo esse caos de sentimentos também sou eu. Minhas horas tentando aceitar as coisas como são, minha dificuldade em decidir o próximo passo, minha facilidade em amar e a dificuldade em perdoar. Os momentos em que me olho no fundo dos olhos no espelho e fico me perguntando pra onde ir ou aqueles em que eu simplesmente sorrio pra mim mesma me dizendo do fundo do coração que vai dar tudo certo.
É assim que eu sei ser.
E por mais que eu esteja colocando cada pedaço dessa bagunça em seu lugar, foi ela que me fez ser assim e agora. É sobre não se arrepender de cada coisa fora do "lugar correto" que você já encontrou na sua vida, foram elas que te trouxeram até aqui.

E talvez seja por isso, para me reconhecer, que continuo ouvindo a mesma música. "Mesmo quando me descuido, me desloco, me deslumbro, perco o foco, perco o chão e perco o ar, me reconheço em teu olhar que é o fio pra me guiar de volta. Tenta me reconhecer no temporal, me espera. Tenta não se acostumar, eu volto já, me espera. Eu ainda estou aqui."

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domingo, 3 de julho de 2016

Eu deveria te dizer mas resolvi escrever.


Eu deveria escrever um texto para colocar pra fora tudo que anda deixando um buraco no meu estomago nos últimos dias? Deveria.
Mas infelizmente não deu. Doeu, remoeu e eu ainda não entendi direito o que fazer com todas essas dúvidas que me fizeram perder o chão. Sabe quando você vive algo na maior certeza e de repente vê que aquilo não é o mar de rosas que você acreditou ser? É um mix de decepção com tristeza que faz com que todos os músculos do seu corpo se mantenham contraídos, chega até a doer.

Eu deveria ser menos dramática? Deveria.
Mas eu fico aqui repassando cada dia, palavra e decisão que tomei para que chegasse a esse ponto. Esse meu lance de viver intensamente sem se preocupar com as consequências faz com que as vezes elas sejam maiores que o próprio caso que as criou e eu não sei viver isso 99%, é na totalidade que eu descubro o que vale a pena. Mas será que vale?

Eu fico me dizendo: você deveria entender que o problema é 100% seu... Deveria.
E na verdade eu sei que é, e peço desculpas por não conseguir separar isso. É meu, tão meu que reflete em você porque sempre fomos iguais. Tão iguais que talvez tudo esteja acontecendo justamente por isso. Mas fui eu que deixei a situação chegar a esse ponto, fui eu que me prendi a isso sem pensar nas consequências, sou eu que cobro de você a mesma postura que eu tenho mas a verdade é que não tinha entendido até então que não somos iguais o tempo todo.

Eu deveria te pedir desculpas pela forma que ando agindo atualmente? Deveria.
E pedi. Sei que não da forma certa, sei que superficialmente simplesmente porque não quero que você sinta nada disso que eu estou sentindo. Sei também que boa parte pra acalmar meu coração que anda triste demais por eu não conseguir agir naturalmente com você nos últimos dias. Eu não aguento mais andar do seu lado e não dizer nada, afinal a dias atrás a gente se bastava.

E essa carta é simplesmente pra te fazer entender que eu deveria te falar tudo isso antes mas eu não consegui. É também para dizer que eu sei que o problema nessa história toda sou eu, que talvez esteja fazendo uma batalha maior dentro de mim do que fora.
Mas desculpa por não conseguir ser transparente quanto a isso. Você sabe que eu só costumo contar as coisas pra você e eu não podia. Eu fui segurando tudo, tentando agir naturalmente e me dizendo o tempo todo que eu deveria deixar isso passar despercebido, mas eu descobri da pior forma que eu não consigo.
Eu deveria deixar isso passar sem que você percebesse? Deveria. Mas é porque você é uma das pessoas mais importantes que eu não consigo, é porque a minha vida não é a minha vida sem ter você do meu lado.
E é isso.