sexta-feira, 27 de março de 2015

Quem te deu o direito de chamá-la de vadia?


Eu não tenho o costume de me meter em textão de facebook e muito menos me auto denomino feminista, porque acho que ninguém precisa se rotular a algo. Da mesma forma que não sigo religião nem tomo partido na questão política, não fico espalhando nenhuma ideologia em redes sociais porque sinceramente, nem gosto de ler a ideologia dos outros. Mas sei o que considero certo ou não, enfim...
Eis que no mês passado enquanto via os desfiles das escolas de samba na tv uma cena me chamou muito atenção: uma mulher grávida de 8 meses desfilando. Lembro que até falei em tom de brincadeira que como ela sambava tão bem o bebê iria escorregar, sempre brinco com isso quando a pessoa tem habilidade para dança. Eis que alguns dias depois entrei no facebook e vi a foto da mesma mulher estampada na timeline e um monte de gente metendo o pau nela porque tinha desfilado grávida. Sempre que vejo esse tipo de coisa eu penso "e o que esse povo tem a ver com isso?" Mas mesmo assim fui dar minha opinião porque né, as vezes o sangue sobe.
No meio de um monte de comentários idiotas um me chamou mais atenção - "Ficar em fila preferencial não pode mas sambar x minutos pra mostrar o corpo em rede nacional pode né? É vadia."

BOM meu sangue subiu mais ainda. É claro que pela falta de sensibilidade de alguém em questionar o direito (seja de uma grávida, um idoso ou deficiente) de que ele tem sim direito a uma fila preferencial, mas ainda mais pela palavra vadia no final da frase.
Fui lá e respondi ao comentário do infeliz dizendo que chamar qualquer mulher independente das atitudes certas ou erradas (certas no caso) de vadia era demais. Algo que pra mim, parte de alguém sem um pingo de educação. Dai recebi a seguinte resposta "Não disse nada demais, só que é vadia. Aliás, adoro vadias, me divirto com elas."
Acreditem, até hoje eu não respondi. O babaca deve ter se sentido demais em finalizar a discussão sem nenhuma resposta minha, mas eu só consegui pensar no que leva uma pessoa a se achar no direito de ofender outra.

Sim, eu sou muito fora da caixa. Uma vez discuti com as minhas amigas porque elas estavam chamando uma mina que ficou só de sutiã na balada de vadia.
O preconceito com a mulher parte de todos os lados, já está impregnado na sociedade de uma forma que dói de ver. Não é preciso nascer homem pra ter preconceito com as mulheres, esse mundo criado pra que sejamos umas melhores que as outras já faz crescer achando que a "inimiga" do colégio é vadia. Que a outra que pega todo mundo também é, ou que a mulher que desfila mostrando todo seu amor por uma escola de samba, só porque não seguiu os padrões, também.
É cansativo viver assim.
Quem foi que te deu o direito de chamá-la de vadia? Quem foi que te deu o direito de ofender outra pessoa? Seja você homem ou mulher, hetero ou gay, próximo ou distante... Em que mundo você foi criado?

E aqui vai minha resposta pro machista preconceituoso do facebook: infelizmente (ou felizmente pra sociedade) você nunca vai saber como é carregar um bebê por 9 meses, mas você vai ser idoso um dia e saber a importância dos direitos preferenciais. E ah, chega de espalhar ofensas em rede social ta? All we need is love ;)

domingo, 22 de março de 2015

Dos acontecimentos em 3 anos.


Querida Gabriela,

Você não vai saber mas estou escrevendo para que você não desista. Sei que nesse momento você deve estar se sentindo meio perdida - e apesar de a má notícia ser que esse sentimento é algo que carregamos para a vida - você vai encontrar muito mais do que procura.
Essa sensação de não saber o que vem depois é o melhor da vida, mas eu sei que você ainda não sabe disso. Nos próximos três anos (de onde eu te escrevo hoje) a melhor escolha que você fez foi esperar a hora certa das coisas. Viver sem pressa é algo do qual todos nós devemos aprender, deixar fluir, deixar o tempo se encarregar de curar os arranhões e trazer as coisas boas. Sei também que você ainda não fez essa tatuagem dizendo pra agradecer tudo que essa energia maior põe no seu caminho, ou que você não fez aquele curso de coleção que te fez pensar de outra forma ou ainda não abandonou o blog por praticamente um ano pra se dedicar a um trabalho com carteira assinada e tudo. Mas posso dizer que todas essas coisas aconteceram com base nas suas escolhas, escolhas essas que te trouxeram exatamente aqui.
Então vai, senta no sofá com o caderno pra escrever palavras aleatórias que te definem pra que você ache o nome desse novo projeto. Projeto esse que acabou de completar 3 anos, dá pra acreditar que você chegaria tão longe? Logo você que sempre abandona algo na metade (isso também vai mudar). Não esquece de por as palavras Vou e Floral na lista, pra que esse nome que te define até hoje possa acontecer. E ah, obrigada pelas escolhas feitas até hoje, elas vão me fazer ir longe. E você, e nós, e eu.
Porque por mais que se reinventar todos os dias seja algo recorrente e que a Gabriela de 3 anos atrás tenha mudado muito, foi ela que começou tudo isso. E é ela, no caso eu, que colho as sementes que plantei a 3 anos atrás, ou ela plantou, criando o blog.
Finalizo essa carta com algo que é a maior verdade: é nois!



3 ANOS DE VOU DE FLORAL! ❤

quinta-feira, 5 de março de 2015

Febre Kardashian: Por que amamos tanto o estilo de Kendall e Kylie?


A alguns meses vimos um fenômeno internacional crescer: as irmãs Jenner-Kardashian, Kylie e Kendall. As possíveis sucessoras das irmãs Olsen no mundo da moda atingiram o auge com um ponto que levo como teoria pessoal: "nunca na história dessa mídia foi tão fácil se identificar com uma Kardashian."
É claro que desde que Kim assumiu seu ar soberano e sua vida de socialite (dinheiro, fotos vazadas, marido influente, casamento, editoriais, festas, filho, vestidos de luxo e o famoso contorno que afina qualquer rosto) distante de nós meros mortais viciados em reality-shows, o sobrenome deixou de ser uma simples identificação para todos da família do KUWTK e se tornou alvo de notícias e mil paparazzis. Mas o que isso tem a ver com as duas irmãs mais novas?
Era muito difícil se ver como uma Kardashian. É obvio que boa parte da admiração da mídia, dos fãs e da galera da moda era o fato de que não iriamos mesmo ter aquela roupa glamourosa que aparecia com frequência no tapete vermelho. Além disso, os erros de moda das irmãs Kim e Khloe não eram novidades e nos deixavam com aquele gostinho de "meu Deus, nunca vou ver alguém dessa família bem vestido?"


Eis que aparece Kendall Jenner, modelo e fofa, básica no estilo que sabe usar como ninguém uma boa calca jeans com camiseta branca. Maxi bolsas, calças skinny, jeans com jeans, botas, chapéus, óculos. Kendall tem aquele armário fácil de encontrar em uma fast-fashion, a aposta nos acessórios que fazem a cabeça das garotas e mostra que é possivel sim ser elegante com peças básicas.
Já Kylie é o que a maioria das garotas querem ser: ousada. Maquiagem impecável, cabelo colorido, acessórios retrô com pegada anos 70/80/90, comprimentos curtíssimos e peças rasgadas/customizadas. Sem falar da mudança da boca que ninguém sabe se foi preenchimento, botox, maçãzinha...
A verdade é que além do guarda-roupas acessível e de mostrarem tendências fáceis de serem adaptadas a nossa "vida normal" as irmãs não perdem tempo na hora de mostrar suas loucuras. São espontâneas, postam fotos loucas com a amigas, tomam sol, vivem em festivais de musica e não tem aquele ar de superioridade classic-kardashian. São iguais a você mais do que qualquer outra celebridade.

É por isso que andamos loucas pela moda Jenner, em roupa, estilo ou batom. Eu também fiquei tão louca que fiz um board no pinterest só para salvar o k-style
E vamos acompanhar os próximos capítulos da evolução de estilo dessa família...