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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Sobre quem aparece e vai embora, mas não.


Esses dias acordei pensando muito nas formas de relação que nós estabelecemos com as pessoas durante a vida. Talvez porque comecei sim, de novo, a ver How I Met Your Mother do zero (minha série favorita e uma das que mais me faz pensar nos rumos que a vida leva), talvez porque já fazem quatro noites que viro assistindo cada episódio dos quais nem lembrava mais, afinal são nove temporadas. Mas ok isso não vem ao caso.
Comecei a pensar em como tenho amizades duradouras, de 4, 7, 14 anos... Em como deixei algumas pessoas passarem despercebidas, em como pessoas despercebidas em outras épocas hoje são minhas referências de quem deu certo na vida, em cada momento que me doei mais do que pensei em mim e não me arrependo.

Lembrei de uma amiga minha de quem eu gostava muito, a Thata...
Thata era uma menina extrovertida, divertida, que não tinha muitas preocupações com a opinião que os outros tinham dela (bom, pelo menos não demonstrava isso). Era até meio doidinha, não tinha medo de se jogar nas novidades da vida mas não era do tipo arrogante ou metida por ter coragem de fazer tudo antes dos outros. Eu sempre a admirei muito por isso.
Ela era do meu grupinho de amigas e com certeza uma das que eu me sentia mais a vontade pra conversar. Essa parte da pré-adolescência nós passamos juntas, Thata não era a minha melhor amiga mas como parte do mesmo grupo, estávamos ali nos shoppings, nos cinemas, nos primeiros ficantes, nas festas de 15 anos. Até que ela saiu da escola e depois eu também, e a comunicação a alguns anos atrás era muito mais complexa do que mensagens em algum grupo no whatsapp. A Thata foi fazer moda e eu também, um dia descobri que ela desistiu da moda e fiquei super chateada, e adivinhem, agora eu desisti também.
Mas contei toda essa história pra chegar no ponto em que esses dias estava pensando em como ela ainda é "próxima" de mim. Talvez por essa facilidade das redes sociais e de uma maneira estranha, já que a gente não deve trocar uma mensagem ou conversa já vão fazer uns bons oito anos. Mas foi olhando o Instagram dela e vendo as várias notificações que trocamos no Pinterest, quando pinamos quase sempre várias coisas que a outra posta, que descobri que de certa forma ainda a conheço. É claro que de uma forma superficial, mas de alguma forma.

E foi ai que cai nos pensamentos das várias pessoas que passaram pela minha vida durante os últimos anos. Da menina que nem falava comigo na escola e hoje troca replys no twitter como se nos falássemos a tempos, do amigo com quem briguei e me reconciliei entre lágrimas depois de dois anos, do garoto que conheci com 15 anos em uma festa e que na época estudava com a minha melhor amiga (e que não teve nenhuma influencia em como conheci ela), da amiga que passou um ano e meio do meu lado todos os dias sem que fossemos as mais próximas da turma e hoje é uma das pessoas em quem eu mais confio no mundo.
Sabe, essa vida é uma loucura mesmo. É ai que percebemos que somos todos próximos, mesmo distantes, mesmo sem palavras, mesmo sem saídas ou visões. A partir do momento em que alguém entra na sua vida, ela nunca mais vai sair, nem que seja das suas lembranças.
E por fim, espero que a Thata esteja muito bem e feliz e que a vida me reserve pessoas boas no meu caminho, como tem reservado até hoje.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Feeling Good


Ando acordando com aquela sensação de que todo dia tenho que correr atrás do que preciso.
Em meio a momentos não tão fáceis de passar, uma vontade – nunca antes sentida – despertou em mim... A vontade de resolver pontos fortes da minha vida. Sei que já comentei aqui sobre como é crescer, desapegar de alguns amigos, frequentar lugares novos, ter responsabilidade, fazer 20 anos, e provavelmente você que me acompanha leu esse texto até agora pensando “ok, os mesmos textos sempre”, mas a verdade é que agora me sinto diferente ao escrever isso.
Descobri a tal motivação que tanto falavam. Assumo que andei um tempo sem ela e até mesmo pensei que não seria possível conhece-la. Assumo também que passei os últimos dois anos planejando, planejando, planejando e não colocando nenhum dos meus projetos em prática. Passei esse tempo na calmaria, esperando o dia de “crescer” chegar e lutando contra os meus medos internos... Bom, algo eu estava fazendo.
A questão é que quando a necessidade e a vontade verdadeira de descobrir o mundo falam mais alto não da mais pra ficar sentado no sofá com a coberta. E foi quando essa ficha caiu que as coisas começaram a me barrar, porque a vida, amigos, a vida não facilita pra ninguém. Mas a verdade é que é essa dificultada que a vida da nas coisas que faz com que o gosto de conseguir algo seja tão bom, seja grande coisa ou não.
Quando eu comecei a me dedicar ao blog, a minha saúde, ao meu futuro, algumas coisas saíram do lugar justamente pra dificultar pro meu lado. E eu me entreguei, eu sei, eu não devia. Mas foi bom também para aprender que eu posso me manter calma e descobrir que já esta na hora de correr atrás do que eu quero. Eis que a vida me deu fortes razões para ir atrás.
É por isso, e contando tudo isso nas entrelinhas, que eu volto a ativa no blog. Ainda com algumas dificuldades para postar todos os dias e responder os comentários mas prometo fazer o máximo que posso. Afinal eu amo esse blog e ele também é parte de mim... Então está na hora de me comprometer mais com ele.
Peço desculpas pelo tempo que passei sem postar e espero que vocês que seguem o blog e vinham comentando bastante, entendam. Sejam mais uma vez bem vindos ao Vou de Floral!
“It's a new dawn, it's a new day, it's a new life for meeeeee... And I’m feeling good.”

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Insanidade Compartilhada: Refém do julgamento alheio


Hoje eu parei pra pensar sobre algumas coisas que eu já fiz e formas como agi. E eu nem estou falando de coisas decisivas ou muito marcantes, falo de atitudes corriqueiras mesmo, daquelas que geralmente a gente nem costuma lembrar. Enfim, parando para pensar sobre isso cheguei a uma conclusão terrível, muito terrível. A conclusão foi que eu passei no mínimo metade da minha vida vivendo em função do conceito alheio.
Eu me senti levemente chocada com essa constatação, porque no fundo eu já sabia, mas superficialmente eu achava que era liberal demais pra me preocupar tanto com o que as pessoas pensam sobre mim ou a minha vida. Mas ai eu cheguei a uma questão: Por que a gente se importa tanto com o que os outros pensam?  Infelizmente não consegui nenhuma resposta concreta, mas me arrisco a dizer que talvez seja uma espécie de auto preservação, pelo menos no meu caso.
Sim, auto preservação, porque a maioria das pessoas tem medo de ser julgadas, algumas do julgamento geral, outras de julgamentos específico,mas no fundo a ideia de julgamento assusta bastante. E então a gente se cerca,esconde opiniões, engole piadas e comentários, a vontade de dançar ou de apenas agir espontaneamente. Montamos personagens pra passar para as pessoas apenas oque a gente acha que elas gostariam de ver, assim como nos nossos perfis no facebook. E bem, se fosse apenas isso não seria tão alarmante, mas as vezes os níveis ficam mais extremos, como quando não nos permitimos interessar por coisas que o julgamento alheio não “permitiria”. E esse quesito é bem amplo,pode ser desde aquela ideia boba de que “Quem faz humanas não pode curtir exatas” até outras ideias ainda mais bobas como “Você não pode gostar de alguém do mesmo sexo que o seu”.
Conduzir a vida em cima da linha torta dos conceitos e preconceitos dos outros pode até te preservar de ser julgado, mas não de se arrepender. E pra que se arrepender de ter feito algo sob pressão, ou não ter feito por medo de ser criticado? As pessoas vão e vem,mas a sua memória é o que fica. Quantas vezes não ouvi histórias sobre um primeiro beijo quase que forçado pela turma só porque todo mundo já tinha beijado. Ou até mais banais, como não ir cantar no karaokê com os amigos, não tentar entrar para o time da escola, não confessar que curtia sim aquele cara que todo mundo achava meio estranho, entre tantas outras. Podem não ser arrependimentos vitalícios, mas ainda assim foram chances de diversão ou aprendizado perdidas.
Pode até ser meio dramático dizer isso, mas enquanto nós somos jovens temos a sensação de que a vida é eterna e de que somos inatingíveis,o que as vezes nos leva a certas inconsequências, mas a verdade é que a vida é um dom mais frágil do que nós podemos imaginar. E que além de frágil, é efêmero,e por isso a meu ver é perda de tempo gastar algo tão bom e sem garantias de durabilidade,projetando cada passo dentro da opinião alheia. Não estou tentando alarmar ninguém, e muito menos dizer que todos façam tudo o que vier na cabeça. Afinal,ninguém deve fazer algo que prejudique a si ou aos outros, mas isso não é nem uma questão de julgamento, e sim de bom senso.
Eu posso estar errada em muitas coisas, ninguém é capaz de dizer apenas verdades absolutas, mas ainda acho que pelo menos alguma coisa de tudo o que foi dito merece ser aproveitada. Não sei se é porque eu me encontroem uma fase de mudanças de perspectiva, ou se existe algum outro motivo oculto,mas eu acredito que a única forma de agradecer a vida é fazendo o que nos faz feliz. E por isso não devemos nos limitar a ser o que as pessoas esperam de nós, quando podemos ser muito mais que isso.